Reações adversas a medicamentos em um hospital universitário no Brasil

O objetivo deste trabalho foi caracterizar os pacientes e as reações adversas a medicamentos (RAMs ) notificadas ao Centro deFarmacovigilância de um hospital universitário no Brasil. Sabe-se que a taxa de RAM em pacientes hospitalizados é de 10% a20% e que a frequência de hospitalização por RAM é de...

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Published in:Revista ciências médicas e biológicas Vol. 9; no. 1; p. 40
Main Authors: Toledo, L. A. Kister de, Noblat, L., Noblat, A. C.B., Oliveira, M. G., Santos, P. M.
Format: Journal Article
Language:English
Published: 27-10-2010
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Description
Summary:O objetivo deste trabalho foi caracterizar os pacientes e as reações adversas a medicamentos (RAMs ) notificadas ao Centro deFarmacovigilância de um hospital universitário no Brasil. Sabe-se que a taxa de RAM em pacientes hospitalizados é de 10% a20% e que a frequência de hospitalização por RAM é de 0,5% a 6,5%. As RAMs contribuem para o aumento do tempo de internaçãoe dos custos em saúde. Os pacientes expostos às RAMs têm uma taxa de mortalidade aumentada, embora cerca de 60% a 80%sejam passíveis de prevenir. Um estudo descritivo foi conduzido em um hospital universitário do Nordeste do Brasil, onde todasas notificações espontâneas foram analisadas durante um período de dois anos. Para o processo de notificação das suspeitasde RAM, foi utilizada a definição de reação da OMS. Após o recebimento das notificações, as relações de causalidade dassuspeitas de RAM, foram analisadas pelos membros do CFV, com o uso de três algoritmos diferentes, e também classificadas deacordo com a gravidade e tipo. Setenta e oito suspeitas de RAM foram notificadas espontaneamente. O gênero femininorepresentou 55% dos casos. A raça mulata e a negra representaram 70%. O órgão e sistema mais frequentemente afetado foia pele, tendo os anti-infecciosos e antiparasitários como principais desencadeadores. Na análise da relação causal, as reaçõescertas e prováveis representaram cerca de 55%. As RAMs foram moderadas em 41% dos casos, embora mais de 60% fossempassíveis de prevenir, portanto evitáveis. As RAMs são um grande problema, e medidas devem ser adotadas para minimizá-las.
ISSN:1677-5090
2236-5222
DOI:10.9771/cmbio.v9i1.4639